terça-feira, 11 de setembro de 2007
Mia Couto - Carta ao presidente Bush
(27-3-2003)
A legitimidade da guerra no Iraque numa carta de Mia Couto dirigida ao Presidente George W. Bush.
Senhor Presidente:
Sou um escritor de uma nação pobre, um país que já esteve na vossa lista negra. Milhões de moçambicanos desconheciam que mal vos tínhamos feito. Éramos pequenos e pobres: que ameaça poderíamos constituir ? A nossa arma de destruição massiva estava, afinal, virada contra nós: era a fome e a miséria...
Alguns de nós estranharam o critério que levava a que o nosso nome fosse manchado enquanto outras nações beneficiavam da vossa simpatia. Por exemplo, o nosso vizinho - a África do Sul do "apartheid" - violava de forma flagrante os direitos humanos.
Durante décadas fomos vítimas da agressão desse regime. Mas o regime do "apartheid" mereceu da vossa parte uma atitude mais branda: o chamado "envolvimento positivo". O ANC esteve também na lista negra como uma "organização terrorista!". Estranho critério que levaria a que, anos mais tarde, os taliban e o próprio Bin Laden fossem chamadas de "freedom fighters" por estrategas norte-americanos.
Pois eu, pobre escritor de um pobre país, tive um sonho. Como Martin Luther King certa vez sonhou que a América era uma nação de todos os americanos. Pois sonhei que eu era não um homem mas um país. Sim, um país que não conseguia dormir. Porque vivia sobressaltado por terríveis factos. E esse temor fez com que proclamasse uma exigência. Uma exigência que tinha a ver consigo, Caro Presidente. E eu exigia que os Estados Unidos da América procedessem à eliminação do seu armamento de destruição massiva.
Por razão desses terríveis perigos eu exigia mais: que inspectores das Nações Unidas fossem enviados para o vosso país. Que terríveis perigos me alertavam? Que receios o vosso país me inspiravam? Não eram produtos de sonho, infelizmente. Eram factos que alimentavam a minha desconfiança. A lista é tão grande que escolherei apenas alguns:
- Os Estados Unidos foram a única nação do mundo que lançou bombas atómicas sobre outras nações;
- O seu país foi a única nação a ser condenada por "uso ilegítimo da força" pelo Tribunal Internacional de Justiça;
- Forças americanas treinaram e armaram fundamentalistas islâmicos mais extremistas (incluindo o terrorista Bin Laden) a pretexto de derrubarem os invasores russos no Afeganistão;
- O regime de Saddam Hussein foi apoiado pelos EUA enquanto praticava as piores atrocidades contra os iraquianos (incluindo o gaseamento dos curdos em 1998);
- Como tantos outros dirigentes legítimos, o africano Patrice Lumumba foi assassinado com ajuda da CIA. Depois de preso e torturado e baleado na cabeça o seu corpo foi dissolvido em ácido clorídrico;
- Como tantos outros fantoches, Mobutu Seseseko foi por vossos agentes conduzido ao poder e concedeu facilidades especiais à espionagem americana: o quartel-general da CIA no Zaire tornou-se o maior em África. A ditadura brutal deste zairense não mereceu nenhum reparo dos EUA até que ele deixou de ser conveniente, em 1992;
- A invasão de Timor Leste pelos militares indonésios mereceu o apoio dos EUA. Quando as atrocidades foram conhecidas, a resposta da Administração Clinton foi "o assunto é da responsabilidade do governo indonésio e não queremos retirar-lhe essa responsabilidade";
- O vosso país albergou criminosos como Emmanuel Constant um dos líderes mais sanguinários do Taiti cujas forças para-militares massacraram milhares de inocentes. Constant foi julgado à revelia e as novas autoridades solicitaram a sua extradição. O governo americano recusou o pedido;
- Em Agosto de 1998, a força aérea dos EUA bombardeou no Sudão uma fábrica de medicamentos, designada Al-Shifa. Um engano? Não, tratava-se de uma retaliação dos atentados bombistas de Nairobi e Dar-es-Saalam;
- Em Dezembro de 1987, os Estados Unidos foi o único país (junto com Israel) a votar contra uma moção de condenação ao terrorismo internacional. Mesmo assim, a moção foi aprovada pelo voto de cento e cinquenta e três países;
- Em 1953, a CIA ajudou a preparar o golpe de Estado contra o Irão na sequência do qual milhares de comunistas do Tudeh foram massacrados. A lista de golpes preparados pela CIA é bem longa.
- Desde a Segunda Guerra Mundial, os EUA bombardearam: a China (1945-46), a Coreia e a China (1950-53), a Guatemala (1954), a Indonésia (1958), Cuba (1959-1961), a Guatemala (1960), o Congo (1964), o Peru (1965), o Laos (1961-1973), o Vietename (1961-1973), o Camboja (1969-1970), a Guatemala (1967-1973), Granada (1983), Líbano (1983-1984), a Líbia (1986), Salvador (1980), a Nicarágua (1980), o Irão(1987), o Panamá (1989), o Iraque (1990-2001), o Kuwait (1991), a Somália (1993), a Bósnia (1994-95), o Sudão (1998), o Afeganistão (1998), a Jugoslávia (1999).
- Acções de terrorismo biológico e químico foram postas em prática pelos EUA: o agente laranja e os desfolhantes no Vietname, o vírus da peste contra Cuba que durante anos devastou a produção suína naquele país.
- O Wall Street Journal publicou um relatório que anunciava que 500 000 crianças vietnamitas nasceram deformadas em consequência da guerra química das forças norte-americanas.
Acordei do pesadelo do sono para o pesadelo da realidade. A guerra que o Senhor Presidente teimou em iniciar poderá libertar-nos de um ditador. Mas ficaremos todos mais pobres. Enfrentaremos maiores dificuldades nas nossas já precárias economias e teremos menos esperança num futuro governado pela razão e pela moral. Teremos menos fé na força reguladora das Nações Unidas e das convenções do direito internacional. Estaremos, enfim, mais sós e mais desamparados.
Senhor Presidente:
O Iraque não é Saddam. São 22 milhões de mães e filhos, e de homens que trabalham e sonham como fazem os comuns norte-americanos. Preocupamo-nos com os males do regime de Saddam Hussein que são reais. Mas esquece-se os horrores da primeira guerra do Golfo em que perderam a vida mais de 150 000 homens...
O que está destruindo massivamente os iraquianos não são as armas de Saddam. São as sanções que conduziram a uma situação humanitária tão grave que dois coordenadores para ajuda das Nações Unidas (Dennis Halliday e Hans Von Sponeck) pediram a demissão em protesto contra essas mesmas sanções. Explicando a razão da sua renúncia, Halliday escreveu: "Estamos destruindo toda uma sociedade. É tão simples e terrível como isso. E isso é ilegal e imoral". Esse sistema de sanções já levou à morte meio milhão de crianças iraquianas.
Mas a guerra contra o Iraque não está para começar. Já começou há muito tempo. Nas zonas de restrição aérea a Norte e Sul do Iraque acontecem continuamente bombardeamentos desde há 12 anos Acredita-se que 500 iraquianos foram mortos desde 1999. O bombardeamento incluiu o uso massivo de urânio empobrecido (300 toneladas, ou seja 30 vezes mais do que o usado no Kosovo).
Livrar-nos-emos de Saddam. Mas continuaremos prisioneiros da lógica da guerra e da arrogância. Não quero que os meus filhos (nem os seus) vivam dominados pelo fantasma do medo. E que pensem que, para viverem tranquilos, precisam de construir uma fortaleza. E que só estarão seguros quando se tiver que gastar fortunas em armas.
Como o seu país que despende 270 000 000 000 000 dólares (duzentos e setenta biliões de dólares) por ano para manter o arsenal de guerra. O senhor bem sabe o que essa soma poderia ajudar a mudar o destino miserável de milhões de seres. O bispo americano Monsenhor Robert Bowan escreveu- lhe no final do ano passado uma carta intitulada "Porque é que o mundo odeia os EUA?"
O bispo da Igreja Católica da Florida é um ex--combatente na guerra do Vietname. Ele sabe o que é a guerra e escreveu: "O senhor reclama que os EUA são alvo do terrorismo porque defendemos a democracia, a liberdade e os direitos humanos. Que absurdo, Sr. Presidente ! Somos alvos dos terroristas porque, na maior parte do mundo, o nosso governo defendeu a ditadura, a escravidão e a exploração humana...
Somos alvos dos terroristas porque somos odiados. E somos odiados porque o nosso governo fez coisas odiosas. Em quantos países agentes do nosso governo depuseram líderes popularmente eleitos substituindo-os por ditadores militares, fantoches desejosos de vender o seu próprio povo às corporações norte-americanas multinacionais ? E o bispo conclui: O povo do Canadá desfruta de democracia, de liberdade e de direitos humanos, assim como o povo da Noruega e da Suécia.
Alguma vez o senhor ouviu falar de ataques a embaixadas canadianas, norueguesas ou suecas? Nós somos odiados não porque praticamos a democracia, a liberdade ou os direitos humanos. Somos odiados porque o nosso governo nega essas coisas aos povos dos países do Terceiro Mundo, cujos recursos são cobiçados pelas nossas multinacionais."
Senhor Presidente:
Sua Excelência parece não necessitar que uma instituição internacional legitime o seu direito de intervenção militar. Ao menos que possamos nós encontrar moral e verdade na sua argumentação. Eu e mais milhões de cidadãos não ficamos convencidos quando o vimos justificar a guerra. Nós preferíamos vê-lo assinar a Convenção de Quioto para conter o efeito de estufa. Preferíamos tê-lo visto em Durban na Conferência Internacional contra o Racismo. Não se preocupe, senhor Presidente.
A nós, nações pequenas deste mundo, não nos passa pela cabeça exigir a vossa demissão por causa desse apoio que as vossas sucessivas administrações concederam apoio a não menos sucessivos ditadores. A maior ameaça que pesa sobre a América não são armamentos de outros. É o universo de mentira que se criou em redor dos vossos cidadãos.
O perigo não é o regime de Saddam, nem nenhum outro regime. Mas o sentimento de superioridade que parece animar o seu governo. O seu inimigo principal não está fora. Está dentro dos EUA. Essa guerra só pode ser vencida pelos próprios americanos. Eu gostaria de poder festejar o derrube de Saddam Hussein. E festejar com todos os americanos. Mas sem hipocrisia, sem argumentação e consumo de diminuídos mentais. Porque nós, caro Presidente Bush, nós, os povos dos países pequenos, temos uma arma de construção massiva: a capacidade de pensar.
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
A Besta!
Quando queimam meus irmãos,
Na azáfama diária,
Dessas fogueiras…
E ardem todos os que são função,
Ele olhar-te-á com desprezo,
E ri-se dos que fazem, da luta o meio.
É então que chamo por ti.
Porque do medo faz-se contenda,
Não temas represálias meu irmão,
Os amos existem pra cair e sabes,
Ele olhar-te-á com o desprezo,
E ri-se dos que fazem oposição.
Vamos fazer a luta companheiro,
Porque muitos, para ele,
São sempre poucos…
Que não te nasça a desesperança, porque,
Ele continuará com um desprezo,
E ri-se dos que fazem, a impugnação.
Convido-te a ti e a ti, irmão,
Porque esta nação grande,
Continua perigosa…porque,
Esta pirâmide de besta já tem base.
Ele olhar-te-á com desprezo,
E ri-se dos que fazem a delação.
A ignorância a base sólida,
Para do podre vermos o composto,
E dos velhos museus, as novidades.
Apelo a ti imaginação, porque,
Ele olhar-te-á com desprezo,
E ri-se dos que fazem, uso da criação.
Não te cales nunca irmão,
Perde a voz se preciso for,
Mas nunca o teu pulmão.
O teu sólido crer agastá-lo-á e,
O olharás sem desprezo,
E ri-te… sem mentira e esquecimento.
Por: Tiago Pereira da Silva
Visão Infame
Com a areia que dança na praia,
E sonho no ondulo da tua cintura,
Daquelas graciosas, como pele de Raia.
Eu sou o jardineiro,
O delator da verdade,
Dos teus sonhos plácidos e
Dos teus cem mil pedaços.
Eu sou a tua revelação,
Aquela que trazes escondida e
Com esse olhar de descomprometida,
Chegas enfim à razão.
Eu sou a tua pele acordada,
Do teu suado serpentear,
Que não queiras patentear,
Da visão infame apurada.
Por: Tiago Pereira da Silva
Sem imagens...
Delas dependo a cada instante que passa,
Mas preciso, por tal, que te desfaças
Dessa pele copla, de vil e anil verde-claro
A intenção promove esse abrigo,
Que parece de todo embalado
Não te vejas sempre enganado,
Porque à certeza te obrigo.
Nesta BD de termos,
As imagens não parecem ter lugar
Nem sei para onde irão rumar,
Para de vida, a enchermos.
Por: Tiago Pereira da Silva
Fantasia Apurada

Não me prometeste o destino
Apuras-me a poesia,
E estudo-te, como se de fantasia tratasse,
Que brilho é esse de Gávea?
Ou de, elemento neutro de pátria.
Zélia és tu, e eu devasso-te
E sinto a tua sede
Corre louca pelo ar,
Que me procura,
Que me procura.
Come meu tronco
E ramos da minha existência,
Come tudo em mim
Até ficares saciada.
Pára de fingir,
Alimenta-te simplesmente…
Não desperdices essa vontade.
Aprende-te e convoca todos
Os teus desejos,
Até os que ainda, não chegaram.
Nesse mediterrâneo te encontro,
A tua cabeça dança ao acaso,
A sorte vem dessa força,
A que chamamos vontade.
Não desistas de tentar ser.
Só eu te descubro de facto,
Porque estou, deveras, programado
Para fazer do novo, o acaso.
Rouba todo o meu fluido,
Toma-o como teu,
Confunde-o com o teu transpirar,
Mergulha toda em ti… Iara,
Suplica, pelo meu respirar.
Eu atinjo tudo,
E subo alto,
Bem alto, onde,
Não enxergo mais teu olhar,
De deusa boto amazónica.
Quero por ti esperar,
Para enfim colidir nas lonas.
Escorre todo o teu líquido,
Na minha boca sedenta,
Que de ti precisa,
E que espera e espera,
Mas improvisa.
Por: Tiago Pereira da Silva
Inspirado na música instrumental Fantasia Suite de Al Di Meola
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
Pavarotti - BELLA FIGLIA DELL'AMORE
BELLA FIGLIA DELL'AMORE
From the opera "Rigoletto" (in three acts) (1851)
(based on the play "Le Roi S'amuse" by Victor Hugo)
(Composer: Giuseppe Verdi / Librettist: Francesco Maria Piave)
From ACT III, the end of Scene I:
DUCA:
Bella figlia dell'amore,
schiavo son de'vezzi tuoi;
con un detto, un detto sol
tu puoi le mie pene,
le mie pene consolar.
Vieni e senti del mio core
il frequente palpitar,
con un detto, un detto sol
tu puoi le mie pene,
le mie pene consolar.
MADDALENA:
Ah! ah! rido ben di core, chè tai baie costan poco;
GILDA:
Ah! così parlar d'amore
MADDALENA:
Quanto valga il vostro gioco, mel credete, sò apprezzar.
GILDA:
A me pur l'infame ho udito!
RIGOLETTO: Taci, il piangere non vale;
GILDA: Infelice cor tradito,
MADDALENA: Son avvezza, bel signore,
DUCA: Con un detto
RIGOLETTO: Taci, taci il piangere non vale, no, non, val,
GILDA: Per angoscia non scoppiar,
MADDALENA: Ad un simile scherzare,
DUCA: Sol tu puoi
RIGOLETTO: no, no, non, val.
GILDA: no, no non, scoppiar.
MADDALENA: mio bel signor!
DUCA: le mie pene consolar. Bella figlia dell'amore,
RIGOLETTO: Ch'ei mentiva,
GILDA: In felice
MADDALENA: Ah! ah! rido ben di core, chè tai baie costan poco,
DUCA: schiavo son de'vezzi tuoi;
RIGOLETTO: Ch'ei mentiva,
GILDA: cor tradito,
MADDALENA: Quanto valga il vostro gioco, mel credete, sò apprezzar.
DUCA: Con un detto, un detto sol tu
RIGOLETTO: sei sicura
GILDA: Ah! No, non scoppiar.
MADDALENA: Sono avvezza, bel signore, ad un simile scherzare.
DUCA: puoi le mie pene, le mie pene consolar.
RIGOLETTO: Taci, e mia sarà la cura
GILDA: In felice core, cor tradito,
MADDALENA: Ah! Ah! Ah! Ah! Rido di cor,
DUCA: Ah! Con un detto
RIGOLETTO: La vendetta d'affrettar,
GILDA: Per angoscia non scoppiare,
MADDALENA: Ah! Ah! Rido di cor,
DUCA: sol tu puoi
RIGOLETTO: Taci, e mia sarà la cura
GILDA: In felice cor tradito,
MADDALENA: Ah, Ah, Rido di cor,
DUCA: Le mie pene,
RIGOLETTO: La vendetta d'affrettar.
GILDA: Per angoscia non scoppiare,
MADDALENA: Ah! Ah! Rido,
DUCA: consolar;
RIGOLETTO: Si, pronta fia,
GILDA: In felice cor tradito,
MADDALENA: Ah, Ah! Rido ben di core, chè tai baie costan poco,
DUCA: Vieni e senti del mio core
RIGOLETTO: sarà fatale,
GILDA: Per angoscia non scoppiar, no, no, no, no, no,
MADDALENA: Quanto valga il vostro gioco, mel credete, so apprezzar,
sì, sì,
DUCA: il frequente palpitar, ah, sì,
RIGOLETTO: Io saprollo fulminar, io saprollo fulminar;
GILDA: No, no, non scoppiare,
MADDALENA: Sono avvezza, bel signore, ad un simile scherzar,
DUCA: Vieni;
RIGOLETTO: Taci, e mia sarà la cura
GILDA: In felice cor tradito,
MADDALENA: Ah! Ah! Ah! Ah! Rido di cor,
DUCA: Ah! Con un detto
RIGOLETTO: La vendetta d'affrettar,
GILDA: Per angoscia non scoppiare,
MADDALENA: Ah! Ah! Rido di cor,
DUCA: sol tu puoi
RIGOLETTO: Taci, e mia sarà la cura
GILDA: In felice cor tradito,
MADDALENA: Ah, Ah, Rido di cor,
DUCA: Le mie pene,
RIGOLETTO: La vendetta d'affrettar;
GILDA: Per angoscia non scoppiare,
MADDALENA: Ah! Ah! Rido,
DUCA: consolar;
RIGOLETTO: Si, pronta fia,
GILDA: In felice cor tradito,
MADDALENA: Ah, Ah! Rido ben di core, chè tai baie costan poco;
DUCA: Vieni e senti del mio core
RIGOLETTO: sarà fatale,
GILDA: Per angoscia non scoppiar, no, no, no, no, no,
MADDALENA: Quanto valga il vostro gioco, mel credete, so apprezzar, sì, sì,
DUCA: il frequente palpitar, ah, sì,
RIGOLETTO: Io saprollo fulminar, io saprollo fulminar,
GILDA: No, no, non scoppiar,
MADDALENA: Sono avvezza, bel signore, ad un simile scherzar,
DUCA: Vieni.
RIGOLLETTO:Taci, e mia sarà la cura la vendetta d'affrettar.
GILDA: In felice cor tradito, Per angoscia non scoppiar,
MADDALENA: il vostro gioco sò apprezzar,
DUCA: Senti del core il palpitar,
RIGOLLETTO:Taci, e mia sarà la cura la vendetta d'affrettar,
GILDA: In felice cor tradito, per angoscia non scoppiar,
MADDALENA: il vostro gioco sò apprezzar,
DUCA: Senti del core il palpitar,
MADDELENA: Il vostro gioco,
DUCA: Vieni,
GILDA: No, non,
RIGOLETTO: Taci,
MADDELENA: Sò apprezzar,
DUCA: Vieni,
GILDA: Scoppiar,
RIGOLETTO: Taci,
MADDELENA: il vostro gioco sò apprezzare,
DUCA: Vieni,
GILDA: Non scoppiar,
RIGOLETTO: Taci,
DUCA: Vieni
GILDA: Ah! No!
MADDELENA: Ah sì!
RIGOLETTO: Taci!
My all time favourite
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Visions Of Johanna
Ain't it just like the night to play tricks when you're tryin' to be so quiet?
We sit here stranded, though we're all doin' our best to deny it
And Louise holds a handful of rain, temptin' you to defy it
Lights flicker from the opposite loft
In this room the heat pipes just cough
The country music station plays soft
But there's nothing, really nothing to turn off
Just Louise and her lover so entwined
And these visions of Johanna that conquer my mind
In the empty lot where the ladies play blindman's bluff with the key chain
And the all-night girls they whisper of escapades out on the "D" train
We can hear the night watchman click his flashlight
Ask himself if it's him or them that's really insane
Louise, she's all right, she's just near
She's delicate and seems like the mirror
But she just makes it all too concise and too clear
That Johanna's not here
The ghost of 'lectricity howls in the bones of her face
Where these visions of Johanna have now taken my place
Now, little boy lost, he takes himself so seriously
He brags of his misery, he likes to live dangerously
And when bringing her name up
He speaks of a farewell kiss to me
He's sure got a lotta gall to be so useless and all
Muttering small talk at the wall while I'm in the hall
How can I explain?
Oh, it's so hard to get on
And these visions of Johanna, they kept me up past the dawn
Inside the museums, Infinity goes up on trial
Voices echo this is what salvation must be like after a while
But Mona Lisa musta had the highway blues
You can tell by the way she smiles
See the primitive wallflower freeze
When the jelly-faced women all sneeze
Hear the one with the mustache say, "Jeeze
I can't find my knees"
Oh, jewels and binoculars hang from the head of the mule
But these visions of Johanna, they make it all seem so cruel
The peddler now speaks to the countess who's pretending to care for him
Sayin', "Name me someone that's not a parasite and I'll go out and say a prayer for him"
But like Louise always says
"Ya can't look at much, can ya man?"
As she, herself, prepares for him
And Madonna, she still has not showed
We see this empty cage now corrode
Where her cape of the stage once had flowed
The fiddler, he now steps to the road
He writes ev'rything's been returned which was owed
On the back of the fish truck that loads
While my conscience explodes
The harmonicas play the skeleton keys and the rain
And these visions of Johanna are now all that remain
Ás vezes tenho a sensação de preseguir Dylan em tudo o que escrevo..."Visions of Johanna" é arrepiante.