quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
sábado, 15 de dezembro de 2007
Blur - To The End
Deixemo-nos de complexos. Os Blur foram sem dúvida uma das bandas mais originais dos anos 90 e ponto final. Um exemplo dessa inventividade estéctica ao serviço da música é, a imagem e som deste videoclip, uma homenagem ao filme Last Year at Marienbad. Um daqueles exemplos de que o universo da pop músic sempre andou de mãos dadas com o cinema. Magnífico.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
Soneto dos teus lugares
Eu esqueço, sempre, essa ideia
Que reclamas por direito pertencer
Ao teu mundo chão de meia,
Que deveras fazes, por vencer.
Apresentas-me à tua aldeia
E as ruas do teu enaltecer.
O sangue dessa estrada de aveia
Alimenta, o meu envelhecer.
O frio vem desses lugares
Que tu pisaste de dia
Na cegueira dos teus voltares
Faz desse deus, um guia
E aprende, todos os fumares
Desse cachimbo mudo que ouvia.
Tiago Pereira da Silva
Que reclamas por direito pertencer
Ao teu mundo chão de meia,
Que deveras fazes, por vencer.
Apresentas-me à tua aldeia
E as ruas do teu enaltecer.
O sangue dessa estrada de aveia
Alimenta, o meu envelhecer.
O frio vem desses lugares
Que tu pisaste de dia
Na cegueira dos teus voltares
Faz desse deus, um guia
E aprende, todos os fumares
Desse cachimbo mudo que ouvia.
Tiago Pereira da Silva
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
A fruta de Orfeu
Dormiste em ti tão incubada,
Numa lua triste de Orfeu.
Despiste sempre minha almofada,
Na luz que a Santa ergueu.
Toma teu dia a voar,
Prega Vinicius ao Luar.
Dorme também apertadinha
E leva o pranto na brama.
Chama sempre pela maninha,
Que arrasa e fere esse drama.
Nem que o sol invoque
A cor rosa choque.
Porque elas são todas precisas,
No mar leve de teu ácido.
Nesses esporos, pelas brisas
Perde-se um deserto de ar plácido.
Até que a terra toda seque
E te abrace, como um leque.
Abraçou-se ela também, pintada
Nessa terra que Torga pensou.
É ver-te sempre tão lavrada
Como a fruta que - Eva trincou.
E deu lugar à natureza
Nesse tom de dom braveza.
Tiago Pereira da Silva
Numa lua triste de Orfeu.
Despiste sempre minha almofada,
Na luz que a Santa ergueu.
Toma teu dia a voar,
Prega Vinicius ao Luar.
Dorme também apertadinha
E leva o pranto na brama.
Chama sempre pela maninha,
Que arrasa e fere esse drama.
Nem que o sol invoque
A cor rosa choque.
Porque elas são todas precisas,
No mar leve de teu ácido.
Nesses esporos, pelas brisas
Perde-se um deserto de ar plácido.
Até que a terra toda seque
E te abrace, como um leque.
Abraçou-se ela também, pintada
Nessa terra que Torga pensou.
É ver-te sempre tão lavrada
Como a fruta que - Eva trincou.
E deu lugar à natureza
Nesse tom de dom braveza.
Tiago Pereira da Silva
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Em todos os Jardins

Em todos os jardins hei-de florir,
Em todos beberei a lua cheia,
Quando enfim no meu fim eu possuir
Todas as praias onde o mar ondeia.
Um dia serei eu o mar e a areia,
A tudo quanto existe me hei-de unir,
E o meu sangue arrasta em cada veia
Esse abraço que um dia se há-de abrir.
Então receberei no meu desejo
Todo o fogo que habita na floresta
Conhecido por mim como num beijo.
Então serei o ritmo das paisagens,
A secreta abundância dessa festa
Que eu via prometida nas imagens.
Sophia de Mello Breyner Andresen, Poesia
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Emerson, Lake & Palmer - Fanfare for the common man

Desde miúdo que sou apaixonado por este tema... Estava-se mesmo a ver que não seria um rapaz perfeitamente normal.
Esta banda de rock progressivo - inglesa... desafia todos os elementos estéticos neste hino olímpico reinventado. Na linha do que fizeram os Pink Floyd dos anos 60, os Emerson, Lake & Palmer, tristemente esquecidos pela quase sempre autista - imprensa musical. Na verdade não existiam muitos teclistas como Keith Emerson nos anos 70, como fica claramente demonstrado neste tema, talvez só Jon Lord dos Deep Purple...Só para falar dos mais conhecidos.
Aliás, não existiam muitas bandas comos Emerson, Lake & Palmer.
A música, a partir do 3 minuto parece remeter-nos para um caos Apocalíptico... Nunca ouvi nada igual.
Depois de uma audição - não serão mais os mesmos. Eu ouvi aos 12 anos e nunca mais recuperei do seu impacto.
Tiago Pereira da Silva
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