sábado, 29 de dezembro de 2007
Escolha do Dia: Beatrice Ardisson com "Staying Alive" dos Bee Gees
Com um arranjo a roçar a Bossa, esta versão surpreende até o ouvido mais desatento.
Ao Redol do teu Carvalho.
Fazes-me sempre ver
Que quando te alcanço
Quase entendo o avanço
Do teu céu húmido ser.
Representas o que nem sabes.
De uma terna dignidade
Como amparo-paternidade,
Desse alguém, sem herdades.
E quando volto ao lugar de Si
Volto, ao Redol do teu Carvalho.
E aos muitos que, entre ti,
Ainda espreitam nesse orvalho.
Integras mais um irmão
Para essa cultura unir.
Para o templo desse chão,
A estátua-irmã-cinza, esculpir.
Xenofilia a tua língua
Dos teus deuses da criação.
O silêncio, a tua mingua,
Quando da fobia fazes, negação.
Incensurável começo esse,
Desse hospício de enjeitados.
É que os por ti rejeitados
Inflamam cegos, como esse.
Adoptas a incestuosa fé,
Derrubas os montes exactos,
Prendes-te ao eterno pé
Da silva mãe desses matos.
Largas por fim esses gritos
No fumo de cada queimada,
E ao longo desta cruzada
Dançam palavras tuas nos livros.
Por: Tiago Pereira da Silva
Que quando te alcanço
Quase entendo o avanço
Do teu céu húmido ser.
Representas o que nem sabes.
De uma terna dignidade
Como amparo-paternidade,
Desse alguém, sem herdades.
E quando volto ao lugar de Si
Volto, ao Redol do teu Carvalho.
E aos muitos que, entre ti,
Ainda espreitam nesse orvalho.
Integras mais um irmão
Para essa cultura unir.
Para o templo desse chão,
A estátua-irmã-cinza, esculpir.
Xenofilia a tua língua
Dos teus deuses da criação.
O silêncio, a tua mingua,
Quando da fobia fazes, negação.
Incensurável começo esse,
Desse hospício de enjeitados.
É que os por ti rejeitados
Inflamam cegos, como esse.
Adoptas a incestuosa fé,
Derrubas os montes exactos,
Prendes-te ao eterno pé
Da silva mãe desses matos.
Largas por fim esses gritos
No fumo de cada queimada,
E ao longo desta cruzada
Dançam palavras tuas nos livros.
Por: Tiago Pereira da Silva
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
Woody Allen & His New Orleans Jazz Band - "Tie me to your apron strings again"

Woody Allen é um daqueles cineastas que pensa em música 200 horas por dia.
Todos já sabemos da sua paixão suprema pelo jazz, nomeadamente, o "swingado" na primeira metade do século passado. Mas aqui, podemos ouvi-lo a tocar. Nesta versão, Woody Allen e a sua super banda revisitam um clássico, absolutamente sagrado da música negra norte americana. Para ser naturalmente surpreendido...
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
domingo, 23 de dezembro de 2007
O Menino da Inquietante Coragem
Meu menino…
“Os muros nunca são altos!”
Desafia a lógica e rompe,
Cordas de aço
Desse eterno sistema.
Vê também,
Que seres pequeno
É apenas, uma perspectiva.
Aqui onde me encontro,
Na margem das cores,
Não há lugar para as palavras.
Somos todos herdeiros do silêncio
Não existem controvérsias,
És sempre tu - Mãe natureza.
Ela escolheu-me
E não o contrário.
O improviso recolheu-me,
Na corda e na navalha.
Parecia já preparado,
Para o que adiante constato.
Comprovo chocado
E testemunho o fulgor
Desse interminável
Segundo acto.
Vira ali à esquerda
E quando ameias vires,
Grita o eco
De um Zeca ao ouvido.
Derruba as cercas
Que te fazem sonhar.
Vê te no alto…
E tudo parece brinquedo.
Eu, reencontro o sábio,
A cada leve, a cada passo.
Sua barba, sua mochila,
Contam-me as histórias
Da eterna geração
Que interna meu medo
E dá alta ao templo
Da inquietante coragem.
Tiago Pereira da Silva
“Os muros nunca são altos!”
Desafia a lógica e rompe,
Cordas de aço
Desse eterno sistema.
Vê também,
Que seres pequeno
É apenas, uma perspectiva.
Aqui onde me encontro,
Na margem das cores,
Não há lugar para as palavras.
Somos todos herdeiros do silêncio
Não existem controvérsias,
És sempre tu - Mãe natureza.
Ela escolheu-me
E não o contrário.
O improviso recolheu-me,
Na corda e na navalha.
Parecia já preparado,
Para o que adiante constato.
Comprovo chocado
E testemunho o fulgor
Desse interminável
Segundo acto.
Vira ali à esquerda
E quando ameias vires,
Grita o eco
De um Zeca ao ouvido.
Derruba as cercas
Que te fazem sonhar.
Vê te no alto…
E tudo parece brinquedo.
Eu, reencontro o sábio,
A cada leve, a cada passo.
Sua barba, sua mochila,
Contam-me as histórias
Da eterna geração
Que interna meu medo
E dá alta ao templo
Da inquietante coragem.
Tiago Pereira da Silva
Balada do Picoto
Respira um pouco,
Expira mais e mais.
Avisto ao longe a cruz,
Meu pai.
E não há quem
Te siga pra essa Luz.
Subi a árvore mais alta,
Verti cada gota, no tronco
E fiz do animal mais apto,
Minha bússula.
Dos que reúnem toda
A história num acto.
Sobe ao cume, irmão
E deixa-te avistar o lume
Brando da erupção.
O húmido esconde-se
À espreita e faz
Detonar o Carvão.
Abraço ainda a serra
E ajuda-me desta
Peste, João.
Que nós ao cume
Vamos, desta
Vertiginosa emoção.
A ideia de não alcançar-te
Paira em nós
Tão duradoura.
Picoto, pai,
Minha ambição,
De voltas estás…
Sobe, sobe, em
atenção e volta logo,
Para onde, irmão,
Somos filhos,
Das movediças
Almas de intenção.
No turbilhão do fogo,
Contamos mais
O que não falta.
Voa livre e paterno,
Livro voa e fraterno,
E Acende a cruz da malta.
Por: Tiago Pereira da Silva
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
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