Eu sou aquele que se mistura
Com a areia que dança na praia,
E sonho no ondulo da tua cintura,
Daquelas graciosas como pele de Raia.
Eu sou o jardineiro,
O delator da verdade
Que avista teus sonhos plácidos
E voa para dentro dos teus cem mil pedaços.
E sou a tua revelação,
Aquela que trazes escondida
Com esse olhar de comprometida,
Enquanto passeio nu na escuridão.
E sou também a tua pele acordada,
Pelo teu saudoso serpentear
E que não queiras nunca patentear,
Desta visão infame apurada.
Rodrigo Camelo
domingo, 3 de agosto de 2008
O (om) do Brasil…
É Tão bom,
E...
Tá tudo certo
Bem depressa e se dá bem
Com tudo aberto
Tem também
Você não vai ficar
No tom…
Lugar cabreiro
Despe logo a minha casca,
De um morteiro
E vede logo essa tasca,
Você só quer saber
Do bom…
Veado em Lima,
Tudo pode me brotar
Sem dar em cima
Mas deixa a mim, falar
E pede para embalar
No som…
E dou permisso
Rio apagado
E mil e um enguiço,
Tudo afagado
Mas pede para manter…
O dom…
Não sobra nada,
Rainha quer teimar
Com, Tv ligada,
Vê lá não vá queimar,
E deixa a mim dizer:
Que é tão bom!
Rodrigo Camelo
E...
Tá tudo certo
Bem depressa e se dá bem
Com tudo aberto
Tem também
Você não vai ficar
No tom…
Lugar cabreiro
Despe logo a minha casca,
De um morteiro
E vede logo essa tasca,
Você só quer saber
Do bom…
Veado em Lima,
Tudo pode me brotar
Sem dar em cima
Mas deixa a mim, falar
E pede para embalar
No som…
E dou permisso
Rio apagado
E mil e um enguiço,
Tudo afagado
Mas pede para manter…
O dom…
Não sobra nada,
Rainha quer teimar
Com, Tv ligada,
Vê lá não vá queimar,
E deixa a mim dizer:
Que é tão bom!
Rodrigo Camelo
Voas numa cidade qualquer
Anjo triangular que guias!
O Aparelho em que voas,
Num vento forte que assobias,
Vê-se do alto de todas as trilhas boas.
Batalha nessa guitarra,
Sábio, o risco de te ganhar,
No fantástico som de farra
Nesse rio-voz de teu lar.
A tua inocência é viúva
Perdeu o elo da Fanga.
Vós, a eterna miúda
Com beijos escondidos na manga.
Na outra margem, te avisto
De onde os ruídos são manifesto
As causas de tudo isto
De um ser gente – imodesto.
De segunda a qualquer madrugada,
Espero por ti sem saudade
Porque a ânsia vem sempre cruzada,
Como a rima em vão – puberdade.
Aconteceu-me em Sevilha,
Pisar desse céu mergulhado,
Onde assinaste a cartilha,
Num perpétuo fio trilhado.
Conheço-te, enfim, Buenos Aires,
Lugar do teu começo
Avisto-te de três andaimes
E compro-te livre de apreço.
Meu povo de humor quente,
Vens para sempre educado
E eu por mais que tente
Não tenho em mim um soldado
Que lute por ti de dia
E cuspa teu sangue mais à noite.
Mas vejo sinceramente a via
Nesse ser anjo que de afoite.
Rodrigo Camelo
O Aparelho em que voas,
Num vento forte que assobias,
Vê-se do alto de todas as trilhas boas.
Batalha nessa guitarra,
Sábio, o risco de te ganhar,
No fantástico som de farra
Nesse rio-voz de teu lar.
A tua inocência é viúva
Perdeu o elo da Fanga.
Vós, a eterna miúda
Com beijos escondidos na manga.
Na outra margem, te avisto
De onde os ruídos são manifesto
As causas de tudo isto
De um ser gente – imodesto.
De segunda a qualquer madrugada,
Espero por ti sem saudade
Porque a ânsia vem sempre cruzada,
Como a rima em vão – puberdade.
Aconteceu-me em Sevilha,
Pisar desse céu mergulhado,
Onde assinaste a cartilha,
Num perpétuo fio trilhado.
Conheço-te, enfim, Buenos Aires,
Lugar do teu começo
Avisto-te de três andaimes
E compro-te livre de apreço.
Meu povo de humor quente,
Vens para sempre educado
E eu por mais que tente
Não tenho em mim um soldado
Que lute por ti de dia
E cuspa teu sangue mais à noite.
Mas vejo sinceramente a via
Nesse ser anjo que de afoite.
Rodrigo Camelo
terça-feira, 29 de julho de 2008
Sob a prosa de Nery
Inscreve teus olhos na minha vida!
É que essa flor denunciou teu cheiro no meu viver.
E vens mansa como o pássaro que canta o silêncio
Que atravessa a porta do meu corpo e traduz
Tudo o que vejo acontecer, em mil anos-luz
E quero premissa!
Avesso de gravidade ou de preguiça…
E prosa é nossa Amor!
Veste as câmeras de programas finos,
As que sentem a cor que nasce num filme
E reza um credo ateu das mil nuvens.
Talvez seja a jura eterna por fim,
A que me comprometo, caso sejas assim.
Porque tornas as geniais manchas de Nery, tesouro
Desse Eduardo sem mãos de tesoura…
E amor nosso é prosa!
Quem sabe um pulso – Guevara,
Faz, de um talvez, não haja talvez em nós?
E vejo infinita beleza, nessa canção muda
Vinda de impulsos fraternos e nunca mais,
E dorme a fonte que a viu nascer demais
Perdendo a rota, mas também o medo,
De teus olhos, ao sul mar do segredo.
E nossa é a prosa do Amor
Esse acaso já tem dono!
Porque voas no nada e trazes,
Um cravo de Abril, num sol de Julho,
Abrindo portas nas nuvens da vontade
Ou lentes para graduar minha saudade.
E eu nunca voava, mas vejo agora -
Dessas asas para nos levar, vida fora
E nem cabe em nós essa prosa!
Rodrigo Camelo, 2008
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Tea for Two... segundo Clara Amaral.
TEA FOR TWO A vida é cheia destas viagens. Viagens através do amor, através da amizade, através de coisas de que gostamos e de outras que odiamos. Viagens pelo nosso corpo, viagens pelo corpo de outras pessoas… Tudo são viagens e, por vezes… vontade de viajar.
No final da apresentação terá lugar uma conversa informal sobre o processo de trabalho moderada por Daniel Tércio.
DATA 22 de Julho
HORA 22 Horas
LOCAL Auditório d’A Moagem – Cidade do Engenho e das Artes
Por: Tiago Pereira da Silva
Ver o espectáculo de Dança Contemporânea da, podemos chamar, coreógrafa: Clara Amaral, sim porque quem nos apresenta uma 2ª obra desta natureza só pode (mesmo que, com máxima descrição) ser apresentada como tal; mas dizia eu que me “carregou” suavemente para uma série de coisas. Lembrei-me, por exemplo, da fantástica e tantas vezes esquecida música de George Harrison do álbum “Let it Be” dos The Beatles – “I Me Mine”.
Algo verdadeiramente original. Ou algo originalmente verdadeiro. E não sei exactamente qual assenta melhor em “Tea for Two”.
Não vou entrar num terreno em que me sinto totalmente desconfortável, jamais me atreveria a escrever sobre uma leitura técnica do espectáculo de Clara Amaral, contudo, poderei revelar ao leitor como fui agraciado com esta experiência. Sai incomodado do espectáculo e digo isto no melhor sentido do termo. E este desconforto e falta de acomodação, interrompe a lógica do se faz na maior parte dos casos, hoje em dia. Saímos todos da zona de conforto, naquela noite. E se só dissesse isto, já era dizer muito da mais recente obra de Clara Amaral.
(…) Em palco várias cadeiras e cinco bailarinas num universo profundamente feminino. E quando digo feminino, refiro-me a: toda uma lógica de dança e interpretação de maneirismos, desconfortos, tiques, de um contexto de natureza humana, mas sobretudo feminil. Pensei também no evidentemente complexo mundo das superstições, que para mim (apesar de não ter ouvido nada sobre isso) é um dos temas transversais a todo o tempo de “Tea for Two”. Mas é um tema quase omnipresente.
Há lugar para os homens? Sim, mas talvez como “meros” observadores, “meras” testemunhas. Em grande parte do tempo do espectáculo, senti verdadeiramente o privilégio da revelação do universo da mulher. Como uma coisa singular e não plural. Penso sempre na dicotomia Singular – Plural, de uma forma tão verdadeira como Mulher – Homem.
Lembrei-me, claro, do cancioneiro lindíssimo e genial de Chico Buarque de Hollanda. Que se coloca de tal forma na pele de uma mulher, que não poderíamos desconfiar nunca, tratar-se de um autor masculino. Talvez não exista ninguém tão capaz de descrever a mulher noutra língua. Se pensarmos por exemplo no Castelhano, teremos que caminhar até à realidade cinematográfica, para encontrar um outro exemplo. É claro que falo de Pedro Almodôvar, e, em obras como “Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos” ou “Tudo Sobre a Minha Mãe”.
Enquanto escrevo desorganizadamente as ideias sobre “Tea for Two”, dou por mim a verificar, que de repente já falei em nomes como: George Harrison (numa lógica egocêntrica, com muito pouco de “cêntrica”); de Chico Buarque e Pedro Almodôvar.
É evidente que importa não esquecer que será uma tarefa bastante menos ingrata para uma mulher, escrever sobre a própria alma feminina. Mas a ousadia neste caso vem associada ao mérito. Porque Clara Amaral arriscou muito e foi bem sucedida. Ainda para mais, quando sabemos que esta Coreografia foi escrita e pensada inicialmente, para intérpretes inglesas (excepção de uma bailarina) presente nas duas apresentações. .
Caetano Veloso disse certa vez a propósito do seu espectáculo “Fina Estampa ao vivo” qualquer coisa como: Isso de cantar numa outra língua, nasce da necessidade de chegar ao outro, até mesmo de ser o outro (…). Inevitavelmente lembrei-me de Clara Amaral, que nos transportou para essa mesma premissa. Mas a qualidade do seu trabalho, do meu ponto de vista, nasce sobretudo da imensa capacidade demonstrada de ter sabido interpretar uma realidade inglesa, encontrar pontes e elos de ligação, e acrescentar um novo vocabulário estético-visual, por força das bailarinas portuguesas. Sem essa sua capacidade de ser o outro, primeiro, para depois nos conduzir, e o resultado seria manifestamente outro.
Sobre as “polémicas” ratoeiras em palco, também isso foi uma tremenda manifestação de coragem e inteligência, a de aceitar a melhor ideia num universo ao nosso redor, independentemente de quem ela venha. E neste caso, tudo mais a ver. Essa simbologia do Amor, enquanto Inesperado, e não propriamente como fatalidade de sofrimento ou aprisionamento.
Continuando a celebrar esta valiosa descoberta, sim porque importa partilhar todas as grandes descobertas e Clara Amaral é sem dúvida, uma.
Pensei em Clara Amaral e sua experiência em Inglaterra e lembrei-me uma vez mais de Caetano exilado em Londres. No teu caso, foi um “auto-exilio”. E lembrei-me porquê? Como escrevi um dia: Caetano refere-se ao período em Londres como fulcral para ter continuado a fazer música pois o seu “violão” no Brasil não era considerado de nível profissional. Foi em Londres que se sentiu pela primeira vez confortável para tocar em estúdio. Lá os técnicos (curiosamente) acharam a sua técnica de tocar guitarra de uma originalidade única. Contratar alguém para o fazer no seu lugar, tiraria toda a originalidade e profundidade das canções.
Pois bem amiga, e agora escrevo enquanto tal, esta experiência Inglesa trouxe-te distraidamente outra segurança, outro conforto, de alguém que de repente amadureceu e tornou-se uma das mais belas originais surpresas da sua geração. Como tu dirias no teu “dialecto” favorito. Bem haja, amiga!
No final da apresentação terá lugar uma conversa informal sobre o processo de trabalho moderada por Daniel Tércio.
DATA 22 de Julho
HORA 22 Horas
LOCAL Auditório d’A Moagem – Cidade do Engenho e das Artes
Por: Tiago Pereira da Silva
Ver o espectáculo de Dança Contemporânea da, podemos chamar, coreógrafa: Clara Amaral, sim porque quem nos apresenta uma 2ª obra desta natureza só pode (mesmo que, com máxima descrição) ser apresentada como tal; mas dizia eu que me “carregou” suavemente para uma série de coisas. Lembrei-me, por exemplo, da fantástica e tantas vezes esquecida música de George Harrison do álbum “Let it Be” dos The Beatles – “I Me Mine”.
Algo verdadeiramente original. Ou algo originalmente verdadeiro. E não sei exactamente qual assenta melhor em “Tea for Two”.
Não vou entrar num terreno em que me sinto totalmente desconfortável, jamais me atreveria a escrever sobre uma leitura técnica do espectáculo de Clara Amaral, contudo, poderei revelar ao leitor como fui agraciado com esta experiência. Sai incomodado do espectáculo e digo isto no melhor sentido do termo. E este desconforto e falta de acomodação, interrompe a lógica do se faz na maior parte dos casos, hoje em dia. Saímos todos da zona de conforto, naquela noite. E se só dissesse isto, já era dizer muito da mais recente obra de Clara Amaral.
(…) Em palco várias cadeiras e cinco bailarinas num universo profundamente feminino. E quando digo feminino, refiro-me a: toda uma lógica de dança e interpretação de maneirismos, desconfortos, tiques, de um contexto de natureza humana, mas sobretudo feminil. Pensei também no evidentemente complexo mundo das superstições, que para mim (apesar de não ter ouvido nada sobre isso) é um dos temas transversais a todo o tempo de “Tea for Two”. Mas é um tema quase omnipresente.
Há lugar para os homens? Sim, mas talvez como “meros” observadores, “meras” testemunhas. Em grande parte do tempo do espectáculo, senti verdadeiramente o privilégio da revelação do universo da mulher. Como uma coisa singular e não plural. Penso sempre na dicotomia Singular – Plural, de uma forma tão verdadeira como Mulher – Homem.
Lembrei-me, claro, do cancioneiro lindíssimo e genial de Chico Buarque de Hollanda. Que se coloca de tal forma na pele de uma mulher, que não poderíamos desconfiar nunca, tratar-se de um autor masculino. Talvez não exista ninguém tão capaz de descrever a mulher noutra língua. Se pensarmos por exemplo no Castelhano, teremos que caminhar até à realidade cinematográfica, para encontrar um outro exemplo. É claro que falo de Pedro Almodôvar, e, em obras como “Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos” ou “Tudo Sobre a Minha Mãe”.
Enquanto escrevo desorganizadamente as ideias sobre “Tea for Two”, dou por mim a verificar, que de repente já falei em nomes como: George Harrison (numa lógica egocêntrica, com muito pouco de “cêntrica”); de Chico Buarque e Pedro Almodôvar.
É evidente que importa não esquecer que será uma tarefa bastante menos ingrata para uma mulher, escrever sobre a própria alma feminina. Mas a ousadia neste caso vem associada ao mérito. Porque Clara Amaral arriscou muito e foi bem sucedida. Ainda para mais, quando sabemos que esta Coreografia foi escrita e pensada inicialmente, para intérpretes inglesas (excepção de uma bailarina) presente nas duas apresentações. .
Caetano Veloso disse certa vez a propósito do seu espectáculo “Fina Estampa ao vivo” qualquer coisa como: Isso de cantar numa outra língua, nasce da necessidade de chegar ao outro, até mesmo de ser o outro (…). Inevitavelmente lembrei-me de Clara Amaral, que nos transportou para essa mesma premissa. Mas a qualidade do seu trabalho, do meu ponto de vista, nasce sobretudo da imensa capacidade demonstrada de ter sabido interpretar uma realidade inglesa, encontrar pontes e elos de ligação, e acrescentar um novo vocabulário estético-visual, por força das bailarinas portuguesas. Sem essa sua capacidade de ser o outro, primeiro, para depois nos conduzir, e o resultado seria manifestamente outro.
Sobre as “polémicas” ratoeiras em palco, também isso foi uma tremenda manifestação de coragem e inteligência, a de aceitar a melhor ideia num universo ao nosso redor, independentemente de quem ela venha. E neste caso, tudo mais a ver. Essa simbologia do Amor, enquanto Inesperado, e não propriamente como fatalidade de sofrimento ou aprisionamento.
Continuando a celebrar esta valiosa descoberta, sim porque importa partilhar todas as grandes descobertas e Clara Amaral é sem dúvida, uma.
Pensei em Clara Amaral e sua experiência em Inglaterra e lembrei-me uma vez mais de Caetano exilado em Londres. No teu caso, foi um “auto-exilio”. E lembrei-me porquê? Como escrevi um dia: Caetano refere-se ao período em Londres como fulcral para ter continuado a fazer música pois o seu “violão” no Brasil não era considerado de nível profissional. Foi em Londres que se sentiu pela primeira vez confortável para tocar em estúdio. Lá os técnicos (curiosamente) acharam a sua técnica de tocar guitarra de uma originalidade única. Contratar alguém para o fazer no seu lugar, tiraria toda a originalidade e profundidade das canções.
Pois bem amiga, e agora escrevo enquanto tal, esta experiência Inglesa trouxe-te distraidamente outra segurança, outro conforto, de alguém que de repente amadureceu e tornou-se uma das mais belas originais surpresas da sua geração. Como tu dirias no teu “dialecto” favorito. Bem haja, amiga!
quinta-feira, 24 de julho de 2008
segunda-feira, 21 de julho de 2008
CéU - o futuro da música anti-classificações do Brasil...

Ouvi o futuro da música, anti-classificações, Brasileira. Chama-se simplesmente CéU e como diz inteligentemente João Miguel Tavares na sua critica da revista Time Out Lisboa: (…) fez com que CÉU ao primeiro disco estivesse a produzir a música que Bebel Gilberto gostaria de fazer se fosse suficientemente boa. Eu diria apenas: A música que Bebel Gilberto gostaria de produzir um dia. Sem querer (des)construir a polémica frase, acrescentaria, que é tão ousada, quanto verdadeira.
Provavelmente para esta intérprete não existe o fazer por fazer, quando falamos, por exemplo, em recuperar um clássico de Bob Marley – “Concrete Jungle”. Ali percebemos que a aposta é alta mesmo. E sou mais insuspeito, quando nem sequer sou um grande amante da chamada beat music em fusão com Bossa Nova e batidas electrónicas. CÉU é diferente. Desculpem também esta ousadia, mas já sei que CéU se apresenta com o (é) minúsculo precedido e seguido de duas maiúsculas, mas aqui tem que ser pleno de toda a grandeza. Empíreo começo este. Quem não a ouvir, não merece estar vivo.
E agora desculpem, mas vou continuar no seu eloquente universo.
Por: Tiago Pereira da Silva
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