Eclipse Oculto
Caetano Veloso
Composição: Caetano Veloso
Nosso amor não deu certo
Gargalhadas e lágrimas
De perto fomos quase nada
Tipo de amor que não pode dar certo
na luz da manhã
E desperdiçamos os blues do djavan
Demasiadas palavras
Fraco impulso de vida
Travada a mente na ideologia
E o corpo não agia
Como se o coração tivesse antes que optar
Entre o insecto e o inseticida
não me queixo eu não soube te ama
mas não deixo
de querer conquistar
uma coisa qualquer em você
(e a)o que será?
Como nunca se mostra
O outro lado da lua
Eu desejo
outro lado da sua
Meu coração galinha de leão
Não quer mais amarrar frustração
O eclipse oculto na luz do verão
Mas bem que nós fomos muito felizes
Só durante o prelúdio
Gargalhadas e lágrimas
Até irmos pro estúdio
Mas na hora da cama nada pintou direito
É minha cara falar
Não sou proveito
Sou pura fama
Refrão
Nada tem que dar certo
Nosso amor é bonito
Só não disse ao que veio
Atrasado e aflito
E paramos no meio
Sem saber os desejos
Aonde é que iam dar
E aquele projeto
Ainda estará no ar?
Não quero que você
Fique fera comigo
Quero ser seu amor
Quero ser seu amigo
Quero que tudo saia
Como o som de tim maia
Sem grilos de mim
Sem desespero, sem tédio, sem fim
sexta-feira, 30 de março de 2007
quinta-feira, 29 de março de 2007
Rubrica: O livro do dia - O Que Diz Molero
Dinis Machado
in: O que diz molero
"Aos homens de palavras (os que delas vivem e por elas comunicam) O que diz Molero soa como música." António Mega Ferreira in Expresso
"Um livro consumado, definitivo. O que diz molero é um divisor de águas, um 25 de Abril deflagrado na literatura portuguesa, que nunca mais poderá voltar a ser a mesma após este livro visceralmente anárquico, múltiplo, mas acima de tudo criativo e perturbador"
José Alberto Braga in Jornal do Brasil
"O que diz molero é um livro que não ganhou uma ruga e que permanece fundamental"
Clara Ferreira Alves in Expresso
Dinis Ramos e Machado nasceu a 21 de Março de 1930, em Lisboa. Viveu no Bairro alto até aos trinta e três anos. Foi jornalista desportivo no Record, Norte Desportivo, Diário Ilustrado e Diário de Lisboa. Organizou no principio da década de 1960 os primeiros ciclos de cinema da casa da imprensa e fez a critica na revista Filme. Praticou de tudo um pouco, do poema, à entrevista, e escreveu três livros policiais, com o pseudónimo de Dennis Mcshade, para a colecção de Bertrand "Rififi", que então dirigia.
O Que Diz Molero publicado pela primeira vez em 1977, constituiu um estrondoso êxito junto da critica e do público, tendo vendido mais de cem mil exemplares, e foi traduzido para espanhol, búlgaro, romeno e alemão.
in: O que diz molero
"Aos homens de palavras (os que delas vivem e por elas comunicam) O que diz Molero soa como música." António Mega Ferreira in Expresso
"Um livro consumado, definitivo. O que diz molero é um divisor de águas, um 25 de Abril deflagrado na literatura portuguesa, que nunca mais poderá voltar a ser a mesma após este livro visceralmente anárquico, múltiplo, mas acima de tudo criativo e perturbador"
José Alberto Braga in Jornal do Brasil
"O que diz molero é um livro que não ganhou uma ruga e que permanece fundamental"
Clara Ferreira Alves in Expresso
sábado, 24 de março de 2007
Elis não esteve presente ontem à noite
Por: tiago Pereira da SilvaQuinta-feira , 23 de Março pelas 22:00 (não considerando os lamentáveis atrasos) no teatro Tivoli – Lisboa não parou para homenagear uma das mais importantes cantoras da MPB.
Depois de algum aparato inicial de fotografias a algumas “figuras” públicas (não que eu tivesse visto alguma) o show começou com cerca de 20 minutos de atraso. Temos que perceber estas coisas, o espectáculo prometia e as donas tinham que estar a grande altura para o acontecimento.
Mas vamos ao show propriamente dito. Foi com algum agrado que constatámos (audiência) que o que aquela banda nos trazia de terras de Vera Cruz, não eram propriamente covers das canções mais emblemáticas da carreira meteórica de Elis. A ideia era sobretudo recriá-las e captar, segundo Maurício Gielman (o vocalista da banda), a emoção de Elis Regina no palco. Bom! É justamente aqui, que começou o problema deste concerto. Não a ideia de recriar Elis, essa pareceu-me, não só necessária como fundamental. Mas será que percebemos todos mal? Desculpe… falou da emoção de Elis no palco? Dava vontade de perguntar!
Depois de algum aparato inicial de fotografias a algumas “figuras” públicas (não que eu tivesse visto alguma) o show começou com cerca de 20 minutos de atraso. Temos que perceber estas coisas, o espectáculo prometia e as donas tinham que estar a grande altura para o acontecimento.
Mas vamos ao show propriamente dito. Foi com algum agrado que constatámos (audiência) que o que aquela banda nos trazia de terras de Vera Cruz, não eram propriamente covers das canções mais emblemáticas da carreira meteórica de Elis. A ideia era sobretudo recriá-las e captar, segundo Maurício Gielman (o vocalista da banda), a emoção de Elis Regina no palco. Bom! É justamente aqui, que começou o problema deste concerto. Não a ideia de recriar Elis, essa pareceu-me, não só necessária como fundamental. Mas será que percebemos todos mal? Desculpe… falou da emoção de Elis no palco? Dava vontade de perguntar!
Aliás, considero mesmo que e não obstante de um certo descontrolo da afinação que se foi apoderando de Gielman ao longo da noite, este elemento não me transmitiu qualquer emoção, pelo contrário. Este pretendente a Ney Matogrosso dos tempos modernos, e, apesar de se perceber a admiração profunda pelo universo de Elis, talvez não tenha percebido que uma das grandes qualidades daquela cantora, era justamente de demonstrar em palco o seu turbilhão emocional interior. Que a faziam oscilar constantemente entre dois pólos. Bom, dir-me-ão: Mas não estarias à espera de uma coisa em todo semelhante? A resposta é óbvia! Claro que não.
Mas considerei este cantor, não só o pior elemento da banda, mas como a negação total de Elis em palco। Fui surpreendido, talvez, duas vezes durante a noite. E entenda-se, pela positiva. Constatei, que a banda (que aliás não tem nome) optou por fazer uma escolha arriscada mas feliz, uma profunda revisita ao álbum Vento de Maio não sendo dos mais conhecidos da cantora e não contendo os grandes sucessos de Elis, excepção de duas músicas mais popularizadas pelas mal afamadas novelas da globo, como Tiro ao Álvaro justamente o encore que fechou o espectáculo. Ao todo tocaram 4 músicas deste disco.
O arranjo totalmente diferente do popularíssimo tema de Rita Lee - Allo, Allo Marciano, foi para mim, dos momentos altos da noite. Mesmo assim, não deixei de encontrar profundas semelhanças com a versão Unplugged de Rita Lee. O famoso Madalena numa versão “apandeirada” foi muito suportável. Mas também remeteu-me, mais uma vez, para o seu original - de Ivan Lins.
A grande surpresa da noite foi um tal de Rafael Smith o teclista desta banda sem nome e sem lugar। Um talento não acompanhado pelos restantes elementos do grupo. Aliás é sabido da importância que Elis dava ao som das teclas e piano em seus trabalhos. César Camargo Mariano, seu marido, seu teclista, seu arranjador e director musical. Coincidência feliz suponho eu. Ou não!
Finalizando gostava de informar-vos que apresentarei queixa à produtora do espectáculo pela publicidade enganosa, no mínimo, devolverem o dinheiro mal empregue. Não.. não é o que estão a pensar. Se de que cada vez que não gostássemos - nos devolvessem cacau seria interessante. Mas então vou trasncrever a informação do espectáculo e que estava disponível na Internet, se não vejamos: (…) entre outros temas serão revividos ao longo de 90 minutos, num momento mágico e inesquecível, onde o som se irá embrulhar com imagens, vídeos e depoimentos Elis Regina.
Mas o que é isto?
Já não basta ter que aturar as trafulhices do senhor Sócrates. As anedóticas declarações do Sr Bush, ainda tenho que fingir que não sei ler. Querem nos acríticos, ou estupidificar? Uma coisa eu “quase” que posso garantir, com ou sem videos : Elis não esteve presente ontem à noite!
quarta-feira, 21 de março de 2007
Elis: Revisitada...

TEATRO TIVOLI
23 a 24 Março 2007
Sexta e Sábado às 22h00 (abertura de portas às 21h30)
TEATRO SÁ DA BANDEIRA - PORTO
29 Março 2007
23 a 24 Março 2007
Sexta e Sábado às 22h00 (abertura de portas às 21h30)
TEATRO SÁ DA BANDEIRA - PORTO
29 Março 2007
Quinta-Feira às 22h00 (abertura de portas às 21h30)
Em Março, Portugal vai parar para homenagear uma das mais importantes cantoras da música popular brasileira. A arte e o engenho de Elis Regina serão mais uma vez relembrados e eternizados através de 2 grandes espectáculos no Teatro Tivoli, (dias 23 e 24 de Março) e 29 de Março Teatro Sá da Bandeira-Porto. Para delírio dos milhares de fãs da “Pimentinha”, nome pelo qual a artista era conhecida, a banda liderada por Maurício Gielman irá fazer uma releitura dos seus grandes sucessos.
Fascinação, Romaria, Casa no Campo, Alô, Alô Marciano, Bêbado e o Equilibrista, Como Nossos Pais, Trem Azul, entre outros temas serão revividos ao longo de 90 minutos, num momento mágico e inesquecível, onde o som se irá embrulhar com imagens, vídeos e depoimentos de Elis Regina। Maurício Gielman, na voz; Rogério Miranda, na guitarra e violão; Denis Lopes, na viola baixo; Rafael Smith, no teclado; Rodrigo Veiga, na percussão e bateria e ainda um convidado especial que irá actuar no contrabaixo, serão os anfitriões de 2 noites inesquecíveis que assinalam 25 anos de eterna saudade. O Show conta também com uma produção cenográfica bastante requintada, tendo fotos da Elis em movimento com os artistas, projecção de videos, depoimentos de entrevistas da Cantora, um momento mágico para os Fãs.
Fascinação, Romaria, Casa no Campo, Alô, Alô Marciano, Bêbado e o Equilibrista, Como Nossos Pais, Trem Azul, entre outros temas serão revividos ao longo de 90 minutos, num momento mágico e inesquecível, onde o som se irá embrulhar com imagens, vídeos e depoimentos de Elis Regina। Maurício Gielman, na voz; Rogério Miranda, na guitarra e violão; Denis Lopes, na viola baixo; Rafael Smith, no teclado; Rodrigo Veiga, na percussão e bateria e ainda um convidado especial que irá actuar no contrabaixo, serão os anfitriões de 2 noites inesquecíveis que assinalam 25 anos de eterna saudade. O Show conta também com uma produção cenográfica bastante requintada, tendo fotos da Elis em movimento com os artistas, projecção de videos, depoimentos de entrevistas da Cantora, um momento mágico para os Fãs.
in cartaz de apresentação
2007-03-07
2007-03-07
segunda-feira, 19 de março de 2007
Rubrica : a ecolha do dia - Miss You

The Rolling Stones: Miss You (1978) from Some Girls
Um dos temas mais populares dos Stones da última metade da década de 70.
A sua insistente batida, muito característica da bateria de Charlie Watts e o acompanhamento baixo de Bill Wyman remetem-nos para o universo Nova-iorquino da época, estilo Studio-54 ou, "coisa que o valha".
Esta musica é, quanto a mim, um exemplo feliz da importancia destes dois extraordinários musicos dos Rolling Stones, frequentemente esquecidos e intencionalmente colocados na sombra de Mick Jagger e Keith Richards
Confesso que sou um grande fã deste tema dos Stones, celebrizado pela sua maravilhosa entrada....Mell Collins ... Já agora, vejam se advinham qual o instrumento que aparece no inicio e final da musica, que não é frequente nas musicas dos Stones???
Façam as vossas apostas e, digo isto, porque é normal a confusão com outro instrumento que é sugerido durante a audição. ;)
Por: Tiago Pereira da Silva
domingo, 18 de março de 2007
Tangled Up in blue
(...)
She was married when we firts met
Soon to be divorced
I helped her out of a jam, I guess
But I Used a little too much force
We drove that car as far as we could
Abandoned it out West
Split up on dark sad night
Both agreeing it was best
She turned around to look at me
As I was walkin´away
I heard her say over my shoulder
"Well meet again someday on the avenue"
Tangled up in Blue
(...)
Bob Dylan in Blood on the Tracks
(...)
She was married when we firts met
Soon to be divorced
I helped her out of a jam, I guess
But I Used a little too much force
We drove that car as far as we could
Abandoned it out West
Split up on dark sad night
Both agreeing it was best
She turned around to look at me
As I was walkin´away
I heard her say over my shoulder
"Well meet again someday on the avenue"
Tangled up in Blue
(...)
Bob Dylan in Blood on the Tracks
sábado, 17 de março de 2007
The Greatest Rock'n'Roll Album Ever

The Rolling Stones: Exile On Main Street (1972)
Último grande álbum dos Stones (depois disso, já só haverá bons... e maus discos), este duplo é um autêntico saco, genial, totalmente explosivo, a pedra filosofal do rock enlouquecido. Gravado em condições aterradoras (drogas, desleixo absoluto, material defeituoso, etc.) representa a essência dos Stones. É um todo, contendo poucos sucessos ("Tumbling dice" ...), que se ouve de uma ponta à outra encadeando rocks speedados ("Rocks Off", "Rip this Joint", "Happy", "All down the line"), blues enferrojados ("Shake your hips", "Ventilator Blues"), country vociferador ("Sweet Virginia", "Torn and Frayed"), slows tórridos ("Let it Loose") e grooves suados ("Loving Cup"). Um monumento.
In: O Guia Pop-Rock 1950-1979 Vol. 1 FNAC
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